sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Frenesi versus Simplicidade

Vivo num mundo cujo frenesi é fato. Preciso ser breve, rápido, objetivo, satisfatório... Mas não raro sou interpelado pelo seguinte questionamento: É só isso? Não há nada que você deixou de falar ou fazer? Claro que eu quero ser sem rodeios no fazer e na fala, ser objetivo, rápido (no sentido de fazer ou falar o que preciso sem delongas!). Esse tal frenesi tem gerado precipitação, precocidade. Em outras palavras, muitas vezes tenho sido raso, superficial. Mas não posso crer que o frenesi seja tão determinante assim. Ele existe, é fato, mas posso não entrar no seu ritmo e não dançar ao som de sua música. Não nasci pra satisfazer os outros e entrar muitas vezes em seus ritmos egoístas. Nasci para amar os outros. E amar não se limita a ritmos, tempos, e egoísmos. Ser breve e objetivo para mim é ser simples. Ando cansado de tanta falácia, de teorias e de encher linguiça! Portanto, sem rodeios: sou cristão católico. Quero ser de Deus como preciso ser e ao frenesi quero responder de maneira breve, objetiva, no ritmo da Simplicidade.

sábado, 31 de agosto de 2013

Ressuscitar meu blog!

Ressuscitar meu blog! Esta é a minha missão neste pequeno post. Preciso ser breve. Na verdade, esta é a condição que me foi imposta ultimamente: ser breve, ser o mais objetivo possível, ter poder de síntese... Ou seja, não ando tendo muito tempo, principalmente para manter meu blog atualizado. Bela justificativa esta, não? Ando pensando que ter ou não ter tempo para fazer o que se gosta, ou fazer o que se quer ou o que precisa ser feito é relativo. Sei que nunca vou dispor de todo tempo que quero, ou que preciso, mas posso priorizar um pouco mais e praticar a objetividade. Os dilemas estão ai. Em mim, fora de mim, em quase tudo, mas a objetividade nem sempre está. Porque preciso ser objetivo, quero dizer, porque tenho que ser “breve” aqui neste espaço e em quase tudo quero com este pequeno ensaio dar vida novamente a este espaço de reflexão. Não pretendo grandes coisas com isso, mas me decido por fazer o que gosto. Quero poder expressar, falar, refletir. Objetivamente falando, Uma vida e seus dilemas está de volta! Quanto compromisso há nisso! Ser objetivo, eis minha missão! Só por causa do meu blog? Não. A vida espera isso de mim. O tempo é curto, mas não me sinto pressionado. Esse é um grande dilema da vida humana. Todos nós quando mais crescidos começamos a nos incomodar com o tempo, com a falta dele, com sua rapidez... Hoje entendo a objetividade como uma forma de viver bem o tempo que tenho. Viver a Essência, viver o que é mais importante, o que edifica. Isso tem tudo a ver com objetividade!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Entre dias, meses e anos...


"Entre dias, meses, anos, forte, inexorável e contínuo (e porque não líquido!), o Hoje predomina, sem luta, sem ditadura, suave! O Ontem, apesar de ser mais certo do que muitas coisas, não é um Hoje, mesmo que seja elegante, mesmo que não saia de nossas conversas, pensamentos, mesmo que seja trágico ou não. O Amanhã, mesmo que seja promissor, ainda que seja até utópico, digno de sonhos, ideais, logo se renderá à supremacia do Hoje. Portanto, na sombra do Ontem e na ideia do Amanhã, o Hoje torna-se o lugar do real. É fatal quando ignoramos o Ontem, esquecendo-nos do Amanhã e só olhamos para o Hoje. O Hoje só pode ser o real quando não se torna a única coisa que entendemos por realidade. É fato: só temos o Hoje como lugar real, mas o Ontem me trouxe ao Hoje e este me levará para o Amanhã, entre dias meses e anos, pois esta é a realidade. Eis é a dança da vida, movimento contínuo, libertador, ao menos que não se queira, ao menos que já nos consideremos pessoas prontas, acabadas, auto suficientes. Somos seres históricos. Ou seja, temos uma história que nos construiu até aqui. É fácil ignorar o passado quando o mesmo não foi tão bom assim. Difícil é olhar para o Hoje e nele edificar o que outrora destruímos, mas sempre será possível enquanto houver vida. O que deu errado, o que se perdeu ou perdemos, o que fizemos ou deixamos de fazer, de alguma forma Hoje há a possibilidade de darmos um novo sentido. Podemos contabilizar muitas mortes no Ontem, mas no Hoje ainda ficou a vida, quer queiramos ou não, quer sejamos nós os vivos ou não. O que importa realmente, o que sempre esteve nós pés dos saudáveis, é a força de no Hoje se firmar, pois o Amanhã só deixará de ser uma mera utopia, um lugar impossível de se alcançar e se tornará um Hoje quando se considerar a História. O gerúndio é a forma mais correta de se auto explicar. Como assim? Estamos indo, escrevendo nossa história que é única, vivendo entre dias, meses, anos... até o relógio parar... o nosso relógio parar!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Um pequeno trecho parte II

"Cair, levantar, perder, recomeçar... Mas se Tua mão me segurar eu correrei até voar. Subirei apoiado em Ti." Reconheço minha pequenez. Longe de mim querer vender uma imagem de piedoso, de coitado ou até mesmo de santo. Não! Basta! Reconheço que dependo de Deus e do próximo. Como assim? É que essa história de que não tenho ninguém que mereça a minha confiança somente eu mesmo, é por mim considerada um grande mal. Sim, critico esta ideia vigente que pauta o cenário atual onde nós somos a medida, o centro, a referência única da verdade, do bem e do amor. Nunca o ser humano conseguiu bastar-se a si mesmo, mas sempre tentou... eu ainda tento, várias vezes ao dia! Será que estamos (o ser humano de modo geral) tão emancipados assim? Será que quando quisermos alguém em quem podemos confiar só sobrará nós mesmos e não haverá um outro ao meu lado ou um Outro acima de mim que sabe de todas as coisas, principalmente sabe o que se passa dentro de mim? O que sei é que não sei o suficiente. Penso que a insuficiência tem tudo a ver comigo. Eu sou insuficiente, sou fraco, preciso de ajuda. Mesmo tendencioso a acreditar que sou deus, mesmo com todo este Grande Marketing que me seduz a crer que sou o tal, dentro de mim, em mim, a insuficiência me acorda, ou pelo menos deveria me acordar, e me mostra o chão da realidade: "Eu caio, mas levanto. Eu também perco, cometo erros, desisto, mas recomeço sempre quando me apoio nas mãos Daquele que me segura até eu conseguir voar, apoiado Nele, somente Nele!" Isso se chama fé, não fé em mim mesmo, mas em Deus, em Jesus Cristo, que melhor do que ninguém conhece os dilemas humanos.
Engraçado, se estamos tão emancipados, tão felizes e tão senhores de tudo, como justificar o crescente "sucesso" da literatura de auto ajuda? Claro, somente eu posso me ajudar a mim mesmo! Como assim? Será que sou tão suficientemente capaz disso? Não creio...

Tempo, amigo permanente!

"Passou por aqui, tão rápido, tão forte, não pude conter-te. Não eras meu, não podia ser, não cabes em mim. Eu até tentei e ainda tento segurá-lo pelas mãos, minhas frágeis e passageiras mãos. Pelos dedos escapastes, levando ideais, pessoas, coisas... Mas, o que deixastes por aqui? O que ficou que ainda não quisestes para ti? Obrigado, meu amigo, pois me deixastes o Hoje, o aqui e o agora.
E, neste Hoje, a vida permanece. O ar, a cor, a fome e o sonho ainda estão me motivando. Mas, confesso a ti minha dor, meu desgosto, meus passos cansados. Tens o poder de mostrar que não te submetes a mim, quando me mostras o que realmente és, o que é meu, o que por aqui fica, o que sobrou, e o que é mais importante.
Tempo: amigo que se faz de previsível, mas na imprevisibilidade me surpreende. Passa, acontece, me leva e leva o que tem que ir. Passa, às vezes como uma tempestade, deixando o que tem que ser deixado, destruindo o que precisa, o que não é firme, pois estava a impedir a ordem, base segura da maturidade, e para que eu veja que a vida, os sonhos, os ideais precisam sempre repousar no chão da realidade. Não posso limitar Deus e sua Vontade. O Tempo se encarrega de me fazer entender isso, de me mostrar meu lugar e o mais importante, tal servo de Deus, o Tempo, me faz ver o quanto sou capaz de encontrar razão e sentido em meio aos escombros do que ficou. Aí também vou aprendendo a ser um pouco mais imprevisível, na arte de refazer, de me refazer e na coragem de continuar sem querer disputar com quem não posso."

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Um pequeno trecho...

"Janela fechada, casa bagunçada, coração preocupado... Diagnóstico de muita gente, gente que vive, que erra, mas que cresce. Na mentira contemporânea muitos resolvem não ficar, pois se está frio, agasalhar-se é o que se faz, se é noite, o cuidado é sempre necessário. É sempre mais fácil ocultar os reais problemas, enterrar as possíveis causas, camuflar o que se é... Há pessoas que não querem viver assim. Preferem sofrer, pagar o preço pela sinceridade, pela verdade, simplesmente para dizer que não compactuam com a ditadura da superficialidade e decidem-se, rompem os protocolos, ignoram formalidades, sem medo do que são. Reconhecer que errou é já começar a acertar. Nunca pedir perdão é já morrer e matar sem deixar de respirar.
Decisões são necessárias. Abrir as janelas, arrumar a bagunça, começar de novo são atitudes que não combinam com o jeito hipócrita de ser... Será sempre mais fácil ser hipócrita, esconder a verdade, se esconder, mas ainda existem pessoas que não negam o que são, que não negam seus erros, as dores, os fracassos e muito menos as suas necessidades, a começar pela necessidade de ser amado. Mas só é amado de verdade quem está despido da superficialidade."

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Descobrindo a realidade

Penso que quase tudo na vida passa pela experiência da descoberta. Não adianta. O nosso valor não está naquilo que é material e muito menos quando somos ovacionados por um "gol" que fazemos e quando os nossos maiores esforços são recompensados com um grande lucro financeiro ou por um serviço que prestamos à sociedade. A velha e sempre nova máxima que diz "é pelos frutos que se conhece a árvore", nos ajuda a entender o que é, de fato, a descoberta.
Um ideal nunca é o que concretamente se vê na realidade. Mas o ideal é o que, muitas vezes, motiva os passos, condiciona as atitudes a ir em busca do que se quer. A vida, suas idas e vindas, sempre se apresenta com um convite: o convite de ir além, consciente de que o ideal não é o real e o real precisa ser visto na sua totalidade. Quando temos êxito diante dos desafios diários, com certeza, houve uma sucessão de fatos que colaborou com tal fim. Ao contrário, quando não há exito, da mesma forma, houve uma gama de situações que influenciou tal acontecimento. Mas, basicamente, todos nós queremos êxito, idealizamos o mesmo e sofremos quando não acontece. Sofremos também, é fato, até mesmo quando alcançamos o objetivo desejado. Mas, a realidade mostra: todos, sem exceção, os que se frustam e os que se felicitam, querem êxito. Isso justifica que os ideais estão presentes, principalmente o ideal do êxito, e êxito em tudo.
A vida humana, pautada por dias, meses, anos, é perpassada pela inexorabilidade das surpresas. Chamo de surpresa a seguinte realidade: a inutilidade. Olha, dias virão em que não conseguiremos acertar como antes. Dias virão em que, talvez, começaremos a usar óculos, dentadura e adoçante. Talvez, muitos de nós não fará essa experiência, mas farão outras que se agrupam na mesma chave do conceito de inutilidade. O nosso rendimento diminui sem parar, sem trégua. Então, como ficam os ideias de êxito? Eis a saída: descobrir a realidade. Qual realidade? Respondo: o que realmente somos! Quem é casado sabe que o relacionamento não é feito só de sexo, conta conjunta e propriedades. Tem algo a mais que sustenta os cônjuges apesar das prováveis vicissitudes; o Amor! Claro. Quando uma mulher depara-se com a doença de seu esposo, aí a experiência da realidade convida. Diante da inutilidade daquele que sempre trabalhou, sempre lutou em busca de êxito, ela faz a linda experiência de amar, mesmo com seu esposo sem poder fazer quase nada em troca. Na verdade, o que somos na real nunca permite troca. Somos inúteis, mesmo quando somos bons. Quando a inutilidade vem a tona, o amor tem que chegar junto, pois, do contrário, somos tratados como se fossemos coisas. 
Descobrir a realidade é descobrir o que de melhor temos. Criados à imagem e semelhança daquele que É desde sempre, nunca seremos somente o que as meras aparências mostram. Se é pelos frutos que se conhece a árvore, pode-se concluir que quando coisificamos os outros e a nós mesmos, estamos negando a realidade das surpresas que estão na essência do que somos. Os frutos que produzimos nunca são a única forma de mostrar nosso real valor. Mas, sabemos que podemos mudar. A cada dia podemos decidir por outro caminho e assim construir um outro modo de vida. Mas o que é base é a realidade de que somos essencialmente bons e esse desejo de êxito está implícito a nós. Desejamos naturalmente o êxito, pois quem nos criou, nos criou para a felicidade. É isso que queremos, e para Deus, é isso que somos desde sempre.